83 MORTOS EM ATAQUE NA SÍRIA
Pelo menos 83 pessoas foram mortas no ataque do regime sírio contra a Universidade da cidade de Aleppo, no norte do país, em seu primeiro dia de testes, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
De acordo com o grupo de oposição, o campus foi palco de duas explosões que mataram 83 pessoas e feriu mais 150, mas o número de mortos pode aumentar nas próximas horas devido à gravidade que apresentam dezenas de feridos.
A Comissão Geral da Revolução Síria afirmou, entretanto, que cerca de 60 estudantes foram mortos também por causa de aviação da Síria para a Faculdade de Arquitetura, localizado dentro do campus da universidade em Aleppo.
A rede coordenador oposição Sham, na província de Aleppo, Nur Mohamed, disse que o número de mortos sobe para 70 pessoas e 40 feridos.
Nur disse que o regime de aviação lançou dois barris cheios de explosivos na Universidade, onde os alunos tiveram seu primeiro dia de
O ativista disse que no campus estão alojados muitos refugiados que fugiram dos bairros mais perigosos da cidade, cenário de confrontos entre rebeldes e forças do governo.
A agência de notícias oficial SANA culpou o abate de "um grupo terrorista", que de acordo com a sua versão teria lançado dois mísseis na Lirmon Al, Universidade de Aleppo, que causou várias mortes entre os estudantes e refugiados.
A Comissão Geral da Revolução oposição síria informou também que outras 50 pessoas morreram durante a erupção de forças do regime na cidade de Al Hasauiya, nos arredores da cidade de Homs (centro).
O mesmo foi confirmado pela oposição grupo Comités de Coordenação Local, que disse que a maioria dos mortos foram baleados por grupos de "Shabiha" ou pró-regime milicianos.
O Observatório também informou que pelo menos 12 pessoas foram mortas por bombardeios do regime contra a cidade de Al Hula, localizado na província de Homs. EFE